Reflexión Nocturna

Luz María Marrero Pérez
Departamento de Arte, Tecnología e Innovación (Educación en Bellas Artes y Artes Visuales)
Facultad de Educación

La obra creada en una plancha de cobre, usando la técnica del “medio tono”. Esta técnica consta de efectuar rayados sobre la plancha de cobre y sumergir la misma en cloruro férrico para que corroa la plancha y así enfatizar o ennegrecer las líneas trazadas, comenzando desde los tonos más oscuros hasta la iluminación. Por eso, este medio sirve de respaldo a mi obra “Reflexión Nocturna”. La misma es un proceso profundo que, el ser humano, en ocasiones recurre con el fin de encontrar un por qué para aquello que cree estar mal o que le hace bien para continuar. Nos recuerda ese viaje desde lo más oscuro hasta llegar al final con la visión y el encuentro de ese porqué como un rayo de luz que ilumina nuestro pensamiento. Al mismo tiempo, esta obra muestra ese estado de reflexión, de tranquilidad y de paz en el cual, en ocasiones, el ser humano recurre en búsqueda de su yo y el por qué de muchas cosas.

To expose the work is performed in a copper plate. The technique used is the half-tone. The process consists of performing scratched on the copper plate and goes by immersing them in ferric chloride to corrode the iron to emphasize or blackened lines. The process starts from the darker tones up to enlightenment. For this reason, this media helped me to support my work "Reflexión Nocturna". Reflection is a profound process that the human being sometimes resorted to in order to find a because of what he considers to be evil or makes him well to continue. A profound process that reminds us of that journey from the darker until you reach the end with the vision and the meeting of this because as a ray of light that enlightens our thinking. That is why this work reflects that state of reflection, relaxation, and peace in which sometimes the human being uses in the search of your I and so many things.

Revista [IN]Genios, Volumen 1, Número 2 (febrero, 2015).
ISSN#: 2324-2747 Universidad de Puerto Rico, Río Piedras
© 2015, Copyright. Todos los derechos están reservados.

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How do we think about others?

El ensayo, “How Do We Think About Others?” utiliza el cuento corto, “Thank You M’am”, como punto de partida para el análisis de problemas contemporáneos en Puerto Rico. “Thank You M’am” fue escrito por Langston Hughes, escritor y poeta americano. El cuento presenta la reacción inesperada de una mujer tras un crimen. “How Do We Think About Others?” explora algunos aspectos importantes como la incidencia de crímenes cometidos por jóvenes. Además, el ensayo demuestra como en ocasiones juzgamos demasiado rápido.

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A monstruosidade no outro: Uma olhada atual em O beijo no Asfalto de Nelson Rodrigues

Jeanmary Lugo González
Departamento de Literatura Comparada
Facultad de Humanidades

Resumen:

O beijo no Asfalto é uma obra de teatro de 1960 escrita pelo dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues. A peça apresenta a história de Arandir, um homem casado com Selminha, seu amor de infância. Um dia ele está na rua com o sogro e vê um homem atropelado. Nesse momento, Arandir corre e, ajoelhando-se, beija o homem na boca. Esse ato converte o Arandir, de um sujeito anônimo, num sujeito do interesse público. A sociedade deixa de vê-lo como sujeito e o transforma num monstro. O texto apresenta a sociedade, a polícia e a imprensa jogando um papel de criadores de decadência. Portanto, proponho analisar como é apresentado aquele que é diferente, “o outro”, e como é transformado num monstro através dos preconceitos sociais. Para trabalhar com a monstruosidade utilizarei o texto teórico “Monster Theory (Seven Theses)” de Jeffrey Jerome Cohen onde se expõe que nossos monstros são criados por nós.

Palabras claves: Nelson Rodrigues, drama brasileiro, Jeffrey Jerome Cohen


Resumen:

O beijo no Asfalto es una obra de teatro escrita en 1960 por el dramaturgo brasileño Nelson Rodrigues. La pieza presenta la historia de Arandir, un hombre casado con Selminha, su amor de infancia. Un día él estaba en la carretera con el suegro y ve un hombre atropellado. En ese momento, Arandir corre, se arrodilla y besa al hombre en la boca. Ese acto convierte a Arandir, de un sujeto anónimo, a un sujeto del interés público. La sociedad deja de verlo como un sujeto y lo transforma en un monstruo. El texto revela la sociedad, la policía y la prensa jugando un papel de creadores de decadencia. Por tanto, propongo analizar cómo es presentado aquel que es diferente, “el otro”, y cómo es transformado en un monstruo a través de los preconceptos sociales. Para trabajar con la monstruosidad utilizaré el texto teórico “Monster Theory (Seven Theses)” de Jeffrey Jerome Cohen donde se expone que nuestros monstruos son creados por nosotros.

Palabras claves: Nelson Rodrigues, teatro brasileño, Jeffrey Jerome Cohen


Abstract:

O beijo no Asfalto is a play written in the 1960’s by Brazilian playwright Nelson Rodrigues. This play tells the story of Arandir, a man married to Selminha, the love of his life. One day walking with his father-in-law he sees a man that was ran over. Immediately, Arandir ran, kneels and kisses the man in the mouth. This act transforms Arandir from an anonymous man to one that is of interest to society. Suddenly, society stops seeing him as a person and transform him into a monster. The text presents society, the police and the press playing the role of the creators of decadence. Thus, I propose to analyze how the one that is different, “the other”, is presented and how he is transformed into a monster by the way of social preconceptions. To work with the “monstrosity” concept the theoretical text “Monster Theory (Seven Theses)” by Jeffrey Jerome Cohen will be used, which argues that our monsters are created by ourselves.

Keywords: Nelson Rodrigues, Brazilian theater, Jeffrey Jerome Cohen


A obra de teatro O beijo no asfalto foi escrita pelo brasileiro de Recife Nelson Rodrigues. Escrita em 1960, foi apresentada pela Sociedade Teatro dos Sete em 7 de julho de 1961 no Teatro Ginástico do Rio de Janeiro. No texto observo um julgamento da ação da personagem principal, Arandir, que beijou um homem na rua. Portanto, proponho analisar como o que é diferente, o outro, é apresentado como um monstro através dos preconceitos da sociedade. Eu utilizarei como texto teórico “Monster Culture (Seven Theses)” de Jeffrey Jerome Cohen para trabalhar com o estudo cultural do monstro. Primeiro, farei um breve resumo da obra de teatro com algumas observações gerais da sociedade e sua resposta ao beijo. Depois, apresentarei algumas ideias específicas do texto “Monster Culture (Seven Theses)” de J.J. Cohen. Finalmente, proporei algumas conclusões sobre a apresentação da monstruosidade no texto O beijo no asfalto e a pertinência da obra na atualidade.

A peça de teatro O beijo no asfalto apresenta a história da personagem de Arandir. Casado faz quase um ano, ele e a esposa dele, Selminha, conhecem-se desde crianças. Por isso, Selminha tem una grande confiança nele. No início, a obra apresenta a família feliz de Arandir. Ao começo, o protagonista somente é conhecido na comunidade dele. Tudo muda quando Arandir beija na boca um homem que estava morrendo na rua. Arandir estava com o sogro dele porque iam para a Caixa Econômica, Porém, encontram esse homem atropelado na rua. Arandir corre e, ajoelhando-se, o beija. Esse ato muda a vida dele. Toda a sociedade observa a vida de Arandir; ele passa do anonimato ao interesse público. No texto é possível observar a influência da polícia como instituição de poder trabalhando para o benefício pessoal e não para o bem da comunidade. Na peça, isso também acontece com a imprensa. A vizinhança também julga e rejeita o protagonista. Dona Matilde, vizinha deles, é apresentada no texto como uma fofoqueira. Ela vai para a casa de Selminha e leva o jornal que tem na manchete “O beijo no asfalto”. A esposa de Arandir não acredita o que diz o jornal. Nesse instante diz dona Matilde: “Esse jornal é muito escandaloso!” (42). A declaração dela não provoca nenhuma mudança na percepção social. Mesmo conhecendo a maneira de atuar do jornal, este continuou tendo uma influência direta sobre a mentalidade da sociedade. Podemos ver dona Matilde como uma representação do cidadão comum enquanto o jornal reforça os preconceitos sociais apresentando à sociedade uma imagem monstruosa do ato de Arandir.

Monster Culture (Seven Theses) desenvolve algumas teses importantes para compreender a cultura do monstro através do estudo cultural. Nos diversos países, culturas e sociedades há uma visão sobre o outro. Para J.J. Cohen a cultura do monstro é uma cultura criada por nós. O tema da monstruosidade é una referência relevante para explicar como caracterizamos as coisas que não são parecidas a nós. Um exemplo que é apresentado neste texto teórico de Cohen é a percepção que se tem das pessoas negras escravizadas ao vê-las diferentes e inferiores do resto (10). Acredito que a monstruosidade está relacionada com a obra de teatro de Rodrigues pelo juízo que a sociedade faz sobre o Arandir transformando-o num ser inferior ou num monstro. Vejamos alguns exemplos da minha observação no texto.

Quando Arandir está em seu trabalho os companheiros dele falam com ele dizendo “Viúvo de atropelado! Ou viúva! Beijou o sujeito na boca. O sujeito morreu. É a viuvez. Batata!” (46-47). Eles criam uma imagem inferior de Arandir pelo ato dele. Nessa sociedade foi um ato de desaprovação e o interessante é que por isso Arandir se apresenta como um sujeito inferior. Todo esse pensamento é patrocinado pela manchete mostrando uma informação falsa que não é objetiva. O jornal cria uma história para cumprir desejos de policiais e jornalistas corruptos. Aliás, a polícia reforça o preconceito geral chantageando a viúva do morto. Os companheiros de trabalho e os vizinhos de Arandir perdem o respeito por ele; já não o veem como sujeito. Como resultado do seu ato, ele passa de sujeito a monstro.

These monsters ask us how we perceive the world, and how we have misrepresented that we have attempted to place. [...] They ask us why we have created them (Cohen 20).

Um sujeito, um ato, um repórter, um beijo, foi o que mudou a vida de Arandir. O repórter colocou na manchete do jornal a história para ajudar o policial. Mas a sociedade expressou a sua diferença através da sua superioridade frente ao Arandir. A sociedade acreditou na opinião da imprensa que também não trabalhava para o bem-estar comum.

Portanto, muitas vezes, nas sociedades “a diferença” é apresentada como um monstro. A influência dos jornais quando não são objetivos é prejudicial na formação da opinião pública. O outro é um sujeito criado por nós mesmos para diferenciá-lo de nós. Sem julgar o ato de Arandir como bom ou mau, o texto é pertinente porque podemos analisar a maneira em que nós nos aproximamos ao outro. Como nós tratamos os preconceitos atualmente? Os muçulmanos são terroristas, os cristãos são homofóbicos, os ateus são demônios? Muitas vezes, lutando por nossas causas fazemos o mesmo, tratamos como inferior o que é diferente de nós. Mas não estar de acordo não significa que alguém seja inferior ou superior. Por isso, nós mesmos criamos nossos próprios monstros, para julgar e tentar distanciar-nos do que é diferente de nós.


Referência

Cohen, J.J. “Monster Theory (Seven Theses)”. Monster Culture: Reading Culture. Minneapolis, Minnesota UP, 1996. Impreso.

Rodrigues, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1995. Impreso.

Revista [IN]Genios, Volumen 1, Número 2 (febrero, 2015).
ISSN#: 2324-2747 Universidad de Puerto Rico, Río Piedras
© 2015, Copyright. Todos los derechos están reservados.

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Once Upon A Time: A Feminist Twist in Fairy Tales

Este trabajo pretende presentar en una breve exposición los planteamientos de los discursos feministas y como se reflejan en una plataforma de entretenimiento como lo es la serie televisiva de Once Upon a Time. Siendo esta serie una recopilación de los cuentos de hadas que no siguen el patrón establecido de heroicidad masculina y desamparo femenino se abre la posibilidad de una nueva muestra de dicha narración de cuentos populares que vayan acorde con los cambios de mentalidad en cuanto al rol femenino. En otras palabras se evalúan los personajes femeninos de la serie basándose en los planteamientos feministas.

Curtain call for the forgotten

Mónica Cristina Muñiz Pedrogo
Department of English, Literature
Facultad de Humanidades

The curtains open and the composer taps his baton on the board. He waves his hands and the symphony thus begins.

As the violins emerge and the strings are struck with gentle fingers, you open your eyes, with a white mask placed on your face, and see yourself surrounded by history in a grand hall of marble and gold. You see the paintings depicting the battles, the loves and the deaths, the first and last kisses of eternal hellos and goodbyes, together forming the history of humankind. You see the armor, the instruments, the weapons, the dresses, the confederation of the historical unity of who you are and who they are. It is glory manifest, with the rise and falls of senex, of dictateurs, of inquisidores, and of rebellious empires, with the salvation and murder of the holy saints of the Messiah and the fallen tempted. It is all so grandiose and so high that it can almost touch the heavens and be the sun instead of its receiver. Among it all, dancers with white powdered cheeks are coupled up, moving with the flow of the families of string and wind, around the grand hall with joint hands and white smiles. Here you are and you realize, like a bright flash of light from the very pools of enlightenment, the fact that the figures before you are not simply a fantasy, but a reality. From birth to death, from the womb to the grave, these men saw their world and said, and determined, that no, I will not stand like a fool in the sidelines of history. I shall rise, I shall fight, I shall change!

And it is glorious, so marvelous to the eyes of the wonderer. Within that beauty, you say to yourself, with a smile on your face and with flames in your eyes, that you shall do the same. I am history.

You submerge yourself into the music and dance, spinning with joy as the colors of the palace pass before you, laughing with you as your eyes bright up like stars. You see the dome of the hall rising up with the memory of warriors and saviors, of architects and philosophers, of scientists and poets, all together in an unforgettable performance. You see it all, above and beyond from the shadows of the giants that sway to the rhythm of their symphonic poem.

Within that glory, you excitedly ask everyone about the paintings and the people in them.

- “Who is that?” You point towards the image closest to you.

-“An emperor who brought about true holy salvation.” The dancers show bright smiles and approving nods.

-“Who is that?”

-“A king among kings, a priest among priests.” There is a collective bow and amen to the great warrior.

- “Who is that?”

- The dance stops, the people cease and desist and the composer hesitates. A violin string breaks. “Who?” They ask in unison, their voices like a deathly whisper to your ear.

- “The one next to the General, smiling towards the horizons.”

- “Who?” The ground rumbles as the earthquake of the drums shakes the columns.

- “The one in the corner, far off into the darkness of the shadows. The one who looks like me.”

The dancers grumble, shuffle their feet, turn the blind eye as invisible men take the portrait, dismantle the framework, cut the edges, double its size, place a new frame and put it back on the wall again. The main man is there again, with his army garb and the beautiful settings. Nothing more, nothing less. Who?

The music resumes, the dancers frolic away and the bad, the ugly, the unwanted is put away, kicked into a corner for the eventual burning and cleansing.

And you look around for that person again and point towards another painting, another statue, another embroilment, but invisible men take them away; cut, break, repair, cleanse. You keep on looking and you see the men, you see the clothing, you see the skin and the structure, you see the hair and eyes, and you know they are human, you know that they are real. But where am I? Where is my history? Where is the music to my ears?

You know that there is more than what is visibly present, but the giant dancers obscure your vision. You try to find your way between them, falling on your knees and crawling on the floor, but the spaces between the legs and dresses become smaller and smaller until you cannot fit through them anymore. What to do, what to do?..., you think as you keep trying to find your orchestra. But the giants, with their shinning armor and their frolicking dresses, do not permit you to move on. You feel their kicks, you feel their grumblings of annoyance, you feel their glares, but you cannot stop, not now. Where is it, where is it?

Finally, you find a secret garden between the works of art, where a wise old man, with white hair and a long beard, is sitting on a Greek bench and looking pensive, as if he was talking with the meaning of life itself, and writing down his thoughts in a book of history. Closing in cautiously, you say to the wise old man:

- “Master, I have looked long and hard for my history, but I cannot find it.”

He looks up from his book and raises an eyebrow at you. “Are you blind, child? Are you deaf and dumb? Do you not see the fabrications of history before your very eyes? Do you not hear the music of great creations and destructions? It is there child, it is there.”

- “I see and hear what you say, Master. I see a history, but not the history.” And you hear and see the wise old man chuckle. “Dear child, this is the only history there is.”

- “But where am I? Where are my people?”

- “Foolish child, do you not understand that you have done nothing to deserve history?”

And a chorus chants Nothing! Nothing! Nothing! as the music changes. It is ugly, it is dissonant, it is a nail upon the empty blackboard of your existence. The strings are broken, the trumpets are covered up, the drums are screams, are sobs, are riots of the unjustified, of the undignified. You try to cover your ears at the searing pain, but the noise is too much. It trespasses your fingers and goes beyond your mind; it is stationed within your heart and soul, rumbling and breaking and clawing away at the flesh and barriers, one layer at a time.

And you try to keep your stand, to insist upon everything that you should be here in this palace and that you belong, for you are human and are therefore part of history. But the wise old man laughs and the dancers gather around you to cackle at your foolishness. You point towards the paintings on the walls, yelling above the horrendous sounds, “Look! I am in that and that and that! There is the nose, the lips, the eyes, the ears, and the skin!” But as you do so, they begin to vanish, unseen painters covering them up with furniture, with animals, with red curtains that frames the protagonists of history, the victorious of humankind.

You break away from the dancers and run from the hall, for if you are not there, then your existence must be outside, on the outskirts of the world. As you leave the horror behind, the roof begins to crumble away and the marble floor gets buried underneath the dirt. When there was light before, there is now the darkness of the night and storm. The palace is now long past gone, hidden in the rain and awaiting your return.

Among the rain and thunder, a glorious army appears before you, an infinite ocean of red flags and golden armor. And in front of them all, a great king stood, holding a golden scepter, his back adorned with the divine wings of the anointed ones. And he, with a powerful voice that forces all ears to listen, says: “You dare make war with us? Have we not given you a ground to stand on? Have we not given you a sky to worship? Have we not given you, gifted you, with a life?”

And you look at the ground, at the sky, at your life, and you see darkness. You see invisibility, you see ungratefulness, you see pain, you see blood, you see a white blank mask covering your face, its entrails grabbing your head and forcing you to blind yourself. Your breath is hitched, it is slowly taken away, as the mask does its own bidding for you.

- “I wish to see-“

- “You wish nothing!” Among is rain, thunder, and lighting, the music shakes your body to the bones, threatening to brake them as weak stones.

- “I wish to hear-“

- “You wish no such thing!” The mud seizes your feet and chains you as worms begin to crawl up your legs.

- “I wish to stand-“

- “Then you shall fall!” You are forced upon your knees, your head is lowered to the ground and you are positioned for worship, for absolute submission to the creators and destroyers.

And within the torturous thunder, you hear the laughter with broken strings, the smiles with screaming trumpets. And you know that the wise old man shakes his head again, scratching the words about you and ripping the page away. He strokes his beard, nods to himself, and keeps on writing, looking at the victorious Winged Empire that has won the wars that end and begin wars.

And you, against the pain and darkness, raise your tiny little fists and rise from the ground with your tiny little legs. You are grand, you are magnificent, you are amazing, young child! Fight, fight, fight!

And you fight against the ground, the rotting soil that hides away the truth of humanity. You dig and dig with your own two hands as they cut and bleed, your clothes smudged with mud and ripped at the seams. You dig and you brush away the dirt and you hear, above the hole, the people laughing and mocking and insulting and joking about the inevitable pointlessness of your journey. But you keep going, you keep digging and then finally, finally, you feel the hidden door under your fingertips. With fear, but also with hope, you open the door and the painful music finally stops. There is silence.

Someone stretches their hand out to you and, with caution and hesitation, you take it and let yourself be guided through the door, through the curtains, and towards the symphonic stage. The theatre is full to the brim and the whole world, be them from the most majestic of castles to the most forgotten of shacks, is there to witness your birth.

You can hear the air enter and leave your lungs, feel the stares upon your being and see the flakes of dust dancing in the air. Someone hands you a baton and places you in front of your orchestra. The musicians of the world wait for your direction, their fingers, hands, and lips ready to play.

And upon that stage, with a grand audience that waited with baited breath for your performance, with the Winged Empire and the wise old man looking skeptical, you hold your baton tightly to your chest. However, it is then that you see yourself, older and happier, in the closest seat of them all, attentive and patient, calm and at peace, waiting for your thunder.

You see the paintings, the writings, from love letters to royal decrees, from a child’s drawing to an architectural masterpiece, hanging on the walls of the theatre. But, above all, you see the faces of yourself, of your people and of everybody’s in the history of before, now and after. It is there and it has always been there and now it is your turn. What will you do?

The mask has fallen and there you are with your orchestra. You turn around again, towards the instruments and the musicians and, with your baton, you raise up your arms and…

…You begin.

Revista [IN]Genios, Volumen 1, Número 2 (febrero, 2015).
ISSN#: 2324-2747 Universidad de Puerto Rico, Río Piedras
© 2015, Copyright. Todos los derechos están reservados.

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Extracto de “Antígona” de José Watanabe, “Carola”

Performance

Joshua A. Font Serrano
Programa de Comunicación Audiovisual
Escuela de Comunicación

Este trabajo se realizó para el curso Voz y Dicción II (TEAT 3032), impartido por la profesora Carola García. La tarea fue representar una escena que nos llamase la atención para declamarla con la voz, pero jugando con el espacio y con nuestro cuerpo como vehículo de nuestra voz. A su vez se requería fluidez, sincronización y completa conciencia sobre tus compañeros en escena para así poder funcionar como una sola entidad, aunque variasen las voces y sus tonalidades. Sería entonces ese timbre particular y distinto de cada voz que le daría distintos matices a cada personaje representado, en algunos casos, solo un personaje. Las voces, al ser cada una distinta, tiene su propio color. No todos hablamos igual, algunos tienen mayor destreza en unas áreas de la voz que otras, ya sea dicción, proyección, articulación o volumen. Sin embargo, las mismas se complementan funcionando como una y es por eso que uno no se percata de las distinciones de cada uno de los compañeros, se escucha solo una voz y un solo cuerpo. Estas presentaciones son el resultado de varias semanas de ensayo y trabajo, donde se evidencia que la voz posee un poder increíble y que del cuerpo es que sale su fuerza. Hay que encontrar un balance, y en ese balance es que se encuentra la belleza.

Fimación y Edición : Joshua A. Font Serrano

Texto y adaptación de la pieza, Antígona de José Watanabe

Montaje y dirección escénica : Prof. Carola García

Participantes :

Laura
Melany Maldonado
Amaury Peñalberty
Mónica Serrano

Génesis Ayuso
Ariam Melissa
Irving Rodríguez
Tayra Liz Torres

Joshua A. Font
Lyanne Ojeda
Wilenie Sepúlveda
Marioangelie Vélez

Revista [IN]Genios, Volumen 1, Número 2 (febrero, 2015).
ISSN#: 2324-2747 Universidad de Puerto Rico, Río Piedras
© 2015, Copyright. Todos los derechos están reservados.

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Cuestiones de género: Cuestiones de Pluralidad en Identidades y abstracciones1

Alejandro J. Ríos Negrón
Departamento de Sociología y Antropología
Facultad de Ciencias Sociales

Resumen:

El siguiente ensayo reflexivo aborda las acepciones para el concepto género desde el espacio académico y la experiencia cotidiana. Pretende además repensar las dinámicas de género desde una óptica no naturalizada y que se desprende del discurso identatario para centrase en el potencial de las acciones humanas. Para acometer el propósito de analizar la temática de género se trazará un vínculo entre textos académicos y dos obras literarias. La revisión bibliográfica, contrapuesta a los elementos creativos, servirá para repensar el peso de las construcciones teóricas y su pertinencia en el entramado de las relaciones humanas.

Palabras clave: género, identidad, feminismo, patriarcado, homosexualidad, Antropología


Abstract:

The following reflective essay addresses the significations embedded in the concept gender through the academia and everyday experience. Also, it aims to rethink gender dynamics from a non-naturalized perspective in order to distance itself from the identity discourse and focus on the potential of human actions. To undertake the main purpose of analyzing gender issues a link between academic texts and two literary works will be drawn. The literature review, in contrast to the creative elements, serves to rethink the weight of theoretical constructs and their relevance in the web of human relationships.

Keywords: gender, identity, feminism, patriarchy, homosexuality, Anthropology


Introducción

Leer a Luis Negrón (2013) representa un soplo de aire fresco que viene a sacudir todo cuanto han construido, conocimiento y prejuicios por igual, sobre el tratado de género a través de la educación superior. Las preguntas saltan a la mente, crepitando como la explosión de los granos de maíz en aceite que anteceden a toda función respetable. Algunas de éstas van sobre aspectos etimológicos, pero las más seductoras urden contra las idealizaciones de lo masculino y lo femenino como esferas contrapuestas. Se cuestiona, pues, si el comportamiento humano es sistémico y regulado o, por el contrario, visceral y si las selecciones o adscripciones a un género son o no inmutables. Profundizar sobre dichas interrogantes estimula a repensar el género como algo situacional, como una amalgama de comportamientos posibles atravesada por los alcances y límites del tiempo y el espacio. Con más preguntas que respuestas, se pretende superar las abstracciones académicas de una breve interpretación bibliográfica para probar los conceptos en el eje de la experiencia misma, a través de la literatura y la memoria y estableciendo un nexo con la expresión homosexual. Este vínculo presupone de antemano que la explicación a través de la teoría muchas veces es infructuosa, pues no deja espacio para el azar y la pasión, ejes verdaderos del ethos humano. Asimismo, finiquitaremos este preámbulo retomando la idea central del proceder humano para sembrar un germen inquisitorio que provoque a la lectura de las líneas subsiguientes. Éste toma forma en las siguientes preguntas: ¿es la homofobia realmente un miedo? y ¿acaso el temor no se basa en la posibilidad del acontecer?


El recorrido académico

El error de la esencialización parece ser una constante en muchos de los constructos sociales que afectan adversamente las sociedades en Occidente. El género, tanto categoría académica como sistema normativo, se ha visto afectado por la misma dinámica que lleva al interrogante sobre la existencia de cualidades inherentes. Aceptando el dinamismo y la complejidad del tema –y con el riesgo de simplificación– resultaría necesario advertir, desde un inicio, que lo inherente en el género es su carácter subjetivo, tanto a nivel de identidades personales como en las abstracciones académicas. A través de las siguientes líneas reflexivas ensayaremos un discurrir que contraste diferentes autoras para denotar así la multiplicidad de discursos que transitan de la teoría (orden abstracto) hasta la praxis (espacio cotidiano).

La primera de ellas es Sherry B. Ortner (1979). Para esta autora la asociación de la mujer con la naturaleza ante la universalidad del determinismo cultural repercute en una subordinación femenina en todas las sociedades, en todos los tiempos; representando de este modo una negación a la variedad y una reducción esencialista. A través de su planteamiento, Ortner ejemplifica la categorización académica que subsume la diversidad que celebra la antropología como disciplina y generaliza la experiencia. Este desatino encuentra sentido en su búsqueda por explicar –en contraposición a una apuesta comprensiva– la lógica subyacente (enfoque nomotético) de los “universales humanos”. Categoriza además que “todas las culturas desvalorizan y adscriben la naturaleza a un orden de existencia inferior a la suya” (Ortner, 1979: 6)2; una particular visión que sólo se entiende certera en el universo simbólico occidental que se encuentra atravesado por el pensamiento imperialista y judeocristiano. Sobre esto último podríamos argüir que la cultura no debe ser vista como una sola forma de doblegar la naturaleza sino como un conjunto de posibilidades para interactuar con ésta. Con esto queremos decir que el espacio geográfico/natural se encuentra dado y por su parte la cultura nos permite múltiples formas de interacción que varían en un gradiente desde lo conciliador a lo nocivo, nos ofrece posibilidades infinitas que yacen en la capacidad creativa (por ejemplo las chinampas mesoamericanas) y el acto de modificación no necesariamente implica superioridad cuando existe la conciencia de nuestra dependencia de sustento en la naturaleza. Por otra parte, cabe puntualizar que la auto-reflexividad es un eje necesario para la construcción del saber antropológico, pero encuentra su utilidad en la medida que reconoce el carácter particular de la experiencia. Habiendo dicho esto, podemos sustentar que Ortner esboza una propuesta aplicable a un contexto particular que carece de la relativización de la experiencia en la medida en que su distanciamiento como sujeto académico le impide dar cuenta de las representaciones internalizadas que, como diría Raymundo Mier, conforman su mirada.3

Del otro lado, Joan W. Scott (1996) esboza un recorrido histórico de la categoría género hasta el contexto del feminismo a la par que denota la necesidad de fraguar un cuerpo teórico4 que explique las experiencias de género (atravesadas por otras instancias sociales como consideraciones de clase y raza) y dé cohesividad a los relatos dispersos. Su llamado a no sucumbir ante el error de la ahistoricidad inicia en la contextualización de las palabras mismas. Con ello nos indica que las palabras tienen historia y que el constructo –género– tiene su nacimiento en la posibilidad de un período; es decir, nace de un particular universo simbólico, a partir de un entramado de significaciones [para el antropólogo] y en la concatenación de los eventos en tiempo y espacio [para el historiador]. Dicho contexto fuese el de “las feministas americanas que deseaban insistir en la cualidad fundamentalmente social de las distinciones basadas en el sexo” (Scott, 1996: 2), para así establecer una separación del discurso determinista biológico. Luego, como parte de una intencionalidad académica de neutralidad y legitimidad, el término pasa a concentrarse en la mujer. No obstante, se advierte el carácter artificial de la división de la historia del hombre y de la mujer, pues en realidad no hay deslinde entre una y otra. Entonces, lo rescatable de Scott será esa interconectividad entre la esfera femenina y la masculina, la idea de continuidad que implican los procesos y la existencia de feminismos en tanto se comprenden sus intencionalidades tras la contextualización misma.

Asimismo, Marta Lamas (1999) realiza un trabajo compilatorio para hacernos ver la necesidad de transitar por todas las avenidas que atraviesan el fenómeno social en cuestión. Algunas de éstas son la lingüística, la política, la economía, la religión, el psicoanálisis, la historia, la experiencia y la corporeidad, mismas que trascienden la victimización femenina. A lo largo de su exposición Lamas defiende la aplicabilidad de la teoría psicoanalítica para el tema de género y critica abiertamente a Scott por despreciar dicho potencial. Resulta particularmente interesante la manera en que denuncia como “realidad simbólica” la dicotomía hombre-mujer; pues al establecer la existencia de un continuum cuyos polos no son sólo la masculinidad y la femineidad sino también el hermafrodismo como centro, rompe dicha construcción simbólica. No obstante, en este esquema se percibe la prestación freudiana de la teoría psicosexual del desarrollo de la personalidad, donde los caracteres de personalidad se entienden en un continuum o gradiente cuyos polos son expresiones opuestas y extremas (no existentes en el plano real) por lo que los sujetos se han de posicionar necesariamente en algún punto entre medio de ambos polos dependiendo, en última instancia, del grado de indulgencia o frustración que ejerciera el padre en el niño al pasar por cada etapa (oral, anal, fálica, etc.).5 Otra prestación de esta teoría es su noción de la homosexualidad como producto de una resolución incompleta del complejo edípico.

Empero, la propuesta que parece ser propia de la autora es aquella posibilidad de la categoría académica que permite comprender la “concepción y construcción del poder” (Lamas, 1999: 174) para, de este modo, impulsar un cambio social. Añadiéramos pues, la necesidad de reflexionar más sobre el discurso de individuación en la modernidad y cómo esta disgregación o quiebre del vínculo social más amplio sirve al propósito de control que persigue el poder. Esta noción es introducida –entre líneas– por la autora al remitir al ejemplo de Foucault sobre cómo en tiempos pretéritos la homosexualidad era una práctica humana y hoy día ha tomado significación de identidad al enunciar que tal o cual persona “es homosexual”. Este enfoque fomenta crear una diferencia en esencia entre los sujetos heterosexuales y homosexuales que pasan a verse como contrapuestos y no como expresiones propias del comportamiento, posibles en cada ser humano. Por último, nos resta enriquecer el análisis de Lamas con un punto que no es considerado y es el siguiente: si bien Lamas, en la comprensión hegemónica que conlleva al cambio, plantea lo imprescindible de la lucha política, no considera que los cambios también pueden ser accidentados, como producto del intento –fallido– por reproducir el sistema establecido. Por ejemplo, en un análisis sobre la biografía de la primatóloga norteamericana Dian Fossey podemos observar cómo su mentor la elige a ella y a sus compañeras féminas reproduciendo un sistema de valorización de la feminidad que les otorga cualidades inherentes de paciencia, timidez y rasgos maternales que las hacen más aptas para desempeñar el trabajo con los primates. No obstante, el producto –no intencional– es una variante de femineidad que escapa al estereotipo de la época en tanto que sitúa a la mujer en el espacio externo de la selva, sin la protección masculina y sin mayor preocupación por la estética personal, entre otros rasgos más que adjudican caracteres significados masculinos tales como fortaleza, fuerza, perseverancia y arrojo que, en última instancia, representan un empoderamiento de la primatóloga que le permite posicionarse y permanecer en el espacio androcentrista de la historiografía.

Nuestra última autora a considerar, bell hooks6, nos hablará del patriarcado como un sistema político-social trascendiendo el antagonismo que fomenta el hembrismo7 y situándonos en la dimensión cotidiana de la vivencia. Su planteo es contundente desde su inicio al describir el patriarcado como una “enfermedad social que ataca al cuerpo masculino.” [traducción del autor] (hooks, 2004: 1) Consecuentemente, le define como un sistema inter-conexo de las esferas política, económica, religiosa, biológica, racial y cultural que modela la identidad y noción del yo, tanto en niños como en niñas, hasta la muerte. Para ello, utiliza como ejemplo la experiencia socializadora de su niñez junto a su hermano; misma en la que hace denotar la imposición de un libreto predeterminado para la conducta del ideal femenino y masculino. Ésta nos dice: “…en la realidad yo era más fuerte y violenta que mi hermano, lo que prontamente comprendimos estaba mal.” [traducción del autor] (p. 1) Ante esta “anomalía” el sistema patriarcal recurre al terrorismo psicológico y a la violencia [estructural] para construir una niña como aquel sujeto servil, débil, sin necesidad de raciocinio, cuidadora, entre otros calificadores. En esta empresa por “restaurar un orden social natural” [traducción del autor] (p. 2) entran en juego otras instituciones sociales como el sistema educativo y religioso. Sobre ello nos permitiremos añadir que tanto la idealización de un Dios hombre como la noción de un alma y un ser perteneciente a una fuerza superior llama al acatamiento, obediencia, resignación –prestación del estoicismo griego como corriente filosófica– para abandonar el ánimo, el potencial de hacer de los sujetos por voluntad propia y servir así a la intencionalidad de dominación. Hasta cierto punto podríamos argüir que sin el discurso particular que representa el judeocristianismo no sería soportable la situación de dominado ni el reconocimiento de supremacía del dominante. No obstante, para hooks la posibilidad de cambio radica en la concienciación de cómo el sistema coarta la voluntad de todos los sujetos sociales por igual; razón por la cual en la culminación de su exposición enfatiza que “el patriarcado exige que los hombres se conviertan en y permanezcan siendo lisiados emocionales” [traducción del autor] (2004: 4), pues exalta la mitad de nuestros caracteres humanos para suprimir la otra mitad. Su llamado a adoptar una nueva modalidad de masculinidad –y no el énfasis excesivo en la feminidad– contrasta con todos los planteos anteriores, adjudicándole –para mí– la mayor certeza expositiva y ejemplifica la pluralidad de ángulos mediante los cuales se puede abordar la temática; remitiéndonos entonces al meollo inicial: lo único inherente en el género es su carácter subjetivo.


Más allá: de la teoría a la Tierra

A continuación se apuesta por complejizar el rollo teórico antes esbozado con la incorporación de ejemplos y reflexiones ubicadas en la experiencia isleña de Puerto Rico. Para ello, hacemos uso de la literatura que construye la narrativa desde el elemento vivencial y advertimos de antemano que ésta se reúne, en su mayoría, alrededor de la temática homosexual.8 Aspecto que no debe representar un impedimento, pues como se ha argumentado hasta el momento, aunque queramos, no podemos separar un mundo femenino de otro masculino, e igual sucede con la homosexualidad y la heterosexualidad: todos forman parte del único mundo de las relaciones humanas en general. Este planteo inicial sobre la separación únicamente discursiva de esferas inmaculadas, nos conduce a dos elementos sustanciales e indisolubles en la discusión: la identidad y la cultura homosexual. Sobre la primera de estas cuestiones debemos plantear –cuasi categóricamente– que no existe tal cosa como UNA identidad de género (masculina, femenina, homosexual, lésbica, otras) y aunque el título de este artículo hace alusión a la identidad, su precedente condicional de “pluralidad” sirve para manifestar que pueden haber tantas identidades de género como personas, pues se tratan de adecuaciones a la expectativa social que transitan desde lo normativo hasta lo contestatario. Ejemplo de esto puede ser la manera en que Reinaldo Arenas9 (2010) complejiza la homosexualidad al diferenciar cuatro categorías de sujetos homosexuales (éste le denomina “las cuatro categorías de las locas”. Distingue la loca de argolla, la loca común, la loca tapada y la loca regia) (Arenas, 2010: 103-104) que, a simple vista, muchos cometeríamos el desacierto de englobar bajo una sola identidad homosexual. Por otra parte, las consideraciones sobre la cultura homosexual se entrelazan con la identidad en tanto que la llamada “cultura gay” sólo existe en Occidente, donde se conceptúa la homosexualidad como una identidad (enfoque individualista) y no como una actividad (énfasis colectivo). Esta particular forma de comprensión implica la necesidad de arreglos sociopolíticos,11 igualmente particulares, que establecen espacios de interacción para la comunidad construida así como un mercado específico. Entre estos mercados, además de barras, lugares artísticos, pornografía y mercado de modas, entre otros, se encuentra la psicología y demás espacios de auto-proclamada cientificidad que promueven, en diferentes niveles cada uno, la patologización de cualquier conducta que transgreda el orden heteronormativo. El psicoanálisis resulta particularmente interesante en la medida que sostiene que la historia particular de los individuos, en específico la referente a la infancia temprana y niñez, determina el proceder sexual a expresarse en la vida adulta, olvidando así que la experiencia es un desdoblamiento ad infinitum, que nunca es individual sino intrínsecamente intersubjetiva. De manera que, el proceso de lo vívido y lo vivido está en constante modelación y remodelación por lo que escuchamos, pensamos e internalizamos, ayer tanto como lo que acabamos de escuchar hoy. Nuestras ideas, maneras de enfrentarnos al mundo y otorgar sentido a la existencia no son propias, sino que son a su vez las ideas de nuestros padres tanto como de nuestros vecinos, amigos, el dueño del colmado de la esquina y cualquier otra persona con quien ocurra un intercambio social. Ultimadamente, estas prácticas patologizantes pueden ser interpretadas como lastres de la eugenesia10 decimonónica que hoy día sirven al nefasto propósito de separar, identificar y etiquetar al subalterno para facilitar el control desde los espacios de poder.

Retomando el discurso de la existencia de un microcosmos “gay”, será en este contexto que se hace posible un acercamiento comprensivo de las narraciones que compila el autor Luis Negrón en su libro Mundo Cruel (2013) y que representan algunas dinámicas que tienen espacio en la urbe santurcina de San Juan, Puerto Rico. Éste nos presenta un mundo matizado por “la falta de solidaridad, el interés sexual, chisme, egoísmo e hipocresía” (Ramos Collado, en, Negrón, 2013: 1) tan igual al “heterosexual” y en constante interacción con otros sectores sociales como comerciantes, inmigrantes y delincuentes que sirve a reiterar el carácter arbitrario y ficticio de tales clasificaciones. Siendo entonces que todos formamos parte de ese mundo cruel que no es más que el mundo humano. Más aun, complejiza la realidad mostrando los gradientes de expresión potencialmente posibles en cada sujeto al plasmar “… el macho más macho que se vira en la cama…” (2013: 15) y el mito o la construcción de la virilidad o masculinidad idealizada que frecuentemente se alimenta en los espacios homosexuales y que irónicamente resulta tan difícil de encontrar –o inexistente– en los propios machos heterosexuales “… bellos, masculinos y cien por ciento activos.” (p. 41) Ideas similares nos conducen a pronunciar que las diferencias por las que segregamos, criminalizamos y hasta matamos son un producto histórico, una creación humana. De la misma manera, los relatos apuntan hacia cómo las cuestiones de género son más cercanas a patrones de conducta o comportamiento que a identidades. Por ejemplo, el padre incita al carácter violento que debe tener el hijo varón al gritarle “defiéndete como un hombre”. (2013: 23) Esta singular exaltación de unos caracteres esencialmente masculinos contrapuestos a otros femeninos sólo considera la mitad de nuestra humanidad y en su tarea por suprimir se incorpora la función del patriarcado en nuestra sociedad para determinar lo que el hombre debe desear y cómo debe proceder, subordinando así la potencialidad y el deseo de ser de los sujetos masculinos. Otro ejemplo sobre las actitudes y acciones socialmente valorizadas es la acepción misma del “pato”11, podría decirse que este último representa todo lo que socialmente no se quiere ser: una posición pasiva, una vulnerabilidad, en fin, una debilidad (maneras de acción y/o inacción). En resumen, la visibilidad de estos patrones nos recuerda que la manera en que se construyen las identidades sociales no sólo se limita a todo lo que se incentiva ser sino también a lo inverso, todo lo que no se quiere ser y de lo que “deberíamos alejarnos” lo más posible.

Consideraciones sobre la violencia física, verbal y/o estructural para fijar los límites de acción e interacción nos conducen a hacer un vínculo con las maneras de lidiar con los eventos anómalos o ambiguos que extrajese Fiona Bowie (2006: 45-47) de la obra Pureza y peligro de la antropóloga británica, Mary Douglas. Y es que ciertamente muchos de estos mecanismos conciliadores son aplicables a la manera de lidiar en nuestra sociedad con los sujetos que no se adhieren a la normativa heterosexual. Entre los mismos, se encuentran la redefinición; por ejemplo, hoy día muchas prácticas se redefinen, como el bisexualismo, de manera que se acercan más a la expectativa heterosexual facilitando así su inclusión y/o asimilación en el sistema normativo. La eliminación a través del control físico sería la segunda estrategia que puede entenderse en el acto de intolerancia exacerbada que conduce al asesinato de otra persona por razón de su preferencia sexual; evento que aunque sancionado por el aparato legal, se reproduce. Por su parte, laevitación de lo anómalo consiste en hacer socialmente invisibles todos aquellos sujetos que se consideran “desviados sociales”; la adscripción de peligrosidad por otra parte, etiqueta a los sujetos no convencionales como peligrosos, promoviendo así su estigmatización y persecución. Finalmente, el proceso estético, en donde los sujetos anómalos se equiparan a objetos de arte, parece más complicado de extrapolar y nos atrevemos a realizar el vínculo arguyendo que muchas féminas construyen a los homosexuales como individuos con una gran preocupación por la estética personal e inclinaciones artísticas, convirtiéndolos así en sujetos inherentemente bellos y esculturales, nociones que conducen a la última de las estrategias: la ridiculización. Todas estas prácticas –y otras que aún aguardan a ser descubiertas– trabajan, de manera negativa o positiva, sobre las fronteras clasificatorias para poder integrar las anomalías al sistema normativo.

Otros aspectos interesantes y áreas que llaman a la necesidad de una mirada antropológica que se desprenden de la obra de Negrón, lo son las prácticas sexuales en el contexto de las iglesias (doblemente ocultas porque a la heteronormatividad secular se añade el principio de la fe) y la idealización de un lugar externo más tolerante a las prácticas homosexuales y lésbicas en general (en este caso, Estados Unidos). Sobre el primer aspecto resultaría interesante considerar que las iglesias son, hasta cierto punto, espacios de feminización en la medida en que promueven virtudes y/o valores entendidos como femeninos: la paciencia, la empatía, la compasión, la bondad, la ternura, la contención o mesura y la resignación, entre otros. Asimismo, la cotidianidad nos evidencia que efectivamente muchos puertorriqueños piensan que “… allá afuera hay más libertá pa’ eso” [en referencia a la conducta homosexual] (Negrón, 2013: 60) y toman la decisión de abandonar el país sin considerar la inevitable adquisición de un estatus de minoría “racial” y cultural, dejando a un lado además, las consideraciones sobre los patrones de familia extendida que abundan en Puerto Rico y que se caracterizan por la inclusión. Interesante por demás resulta percibir que en la construcción de los relatos “homosexuales” que logra el escritor, subyace un raciocinio heteronormativo que, frecuentemente, avala dicho sistema reproduciendo así los pares binarios de un sujeto pasivo y otro activo, uno doméstico y otro público. Se aceptan los roles asignados de la misma manera que, en muchos escenarios de la experiencia puertorriqueña, la mujer se muestra permisiva ante su propio sometimiento.

Por esta razón dedicaremos nuestras últimas líneas al espacio heteronormativo, siendo las relaciones de género que ahí se despliegan tampoco tan simples como se pretenden. Por ejemplo, en muchas familias puertorriqueñas vemos la figura de una mujer permisiva que avala la autoridad del esposo –en muchas ocasiones para disciplinar a los niños– y acepta los roles asignados en la medida que está de acuerdo con ellos, pero en el momento de la discrepancia se planta firme y el esposo le teme. Incluso, en muchos hogares la disciplina rígida es impuesta por las madres y los padres se muestran más cariñosos. En la experiencia de mi familia las tías cuentan cómo era mi abuela la que efectivamente “repartía fuete”. El refranero tanto como el humor popular suelen ser instancias que disfrazan las incongruencias entre el discurso y la práctica, entonces resulta sugestiva la manera –jocosa– en que muchos esposos declaran que ellos tienen la última palabra en su hogar y que ésta es “sí mi amor” o “lo que tú digas mi vida”.

Por otra parte, en muchos hogares de padre ausente –y con presencia indiferente en algunas ocasiones– se desarrollan sistemas de relaciones de parentesco que retan el orden normativo de género como madres que asumen ambos roles (en este escenario es frecuente idealizar los valores masculinos en los hijos varones) y el avunculado (orden alterno donde el tío materno ocupa el lugar privilegiado y rol activo en la crianza de los hijos de su hermana, que en una sociedad idealmente patriarcal le correspondería al padre). En la postrimería de nuestras palabras invitamos a reflexionar sobre cómo dentro del orden normativo la heterosexualidad obligatoria es forzada hasta sus límites a través del juego (como cuando un hombre le grita a uno de sus amigos “fulano tú eres mío” y éste le responde positivamente o con la misma aseveración) y la complicidad sexual que subyace en los baños públicos para varones. Estos espacios abiertos, en particular los urinales, se muestran contrarios a la idea del pudor femenino y son propicios para el intercambio visual, principio fundamental de la comparación de falos que afinca el sentido de virilidad. Concluimos con la esperanza que estas ideas dispersas en la experiencia sirvan a identificar avenidas por explorar y motivar la investigación social en dichas áreas.


Bibliografía

Arenas, R. (1992) [2010]. Antes que anochezca. Barcelona: Tusquets Editores.

Bowie, F. (2006). The Anthropology of Religion: An Introduction (2nd Ed.). Oxford: John Wiley & Sons. /Blackwell Publishing.

Hooks, B. (2004). Understanding patriarchy. In, The Will to Change: Men, Masculinity, and Love (pp. 17-33). New York: Simon and Schuster. http://imaginenoborders.org/pdf/zines/UnderstandingPatriarchy.pdf.

Lamas, M. (1999). Usos, dificultades y posibilidades de la categoría género. Papeles de Población, 5(21) 147-178. Recuperado de http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=11202105.

Negrón, L. (2010) [2013]. Mundo Cruel (3era Ed.). San Juan: Agentes Catalíticos.

Ortner, S. B. (1979). ¿Es la mujer con respecto al hombre lo que la naturaleza con respecto a la cultura? En Harris, Olivia y Kate Young (Compiladoras), Antropología y feminismo (pp. 109-131). Barcelona: Editorial Anagrama. http://www.cholonautas.edu.pe/modulo/upload/Ortner%20S.pdf.

Scott, J. W. (1996). El género: Una categoría útil para el análisis histórico. En M. Lamas (Compiladora), El género: la construcción cultural de la diferencia sexual. (pp. 265-302). México: PUEG. http://www.cholonautas.edu.pe/
modulo/upload/scott.pdf.


Notas

1 Dicotomía naturaleza/cultura sólo sustentable por la lógica particular de Occidente. En otras culturas, como ciertas comunidades en Indonesia, se percibe la realidad a través de la armonía cosmológica, misma que para existir requiere la armonía de cinco géneros (no dos como la polarización masculino vs. femenino). Este ejemplo denota cómo la clasificación occidental establece un eje vertical de jerarquización mientras que fuera de este enclave las relaciones pueden ser y son efectivamente comprendidas y aunadas en un eje horizontal. *Ver vídeo Five Genders? En http://www.youtube.com/watch?v=K9VmLJ3niVo.

2 Ver ponencia titulada: “Raymundo Mier Habla Sobre la Mirada”. En http://www.youtube.com/watch?v=K9VmLJ3niVo.

3 La apuesta colectiva consiste en conformar un conjunto de “ideas explicativas” que superen la fijeza conceptual para comprender los nuevos arreglos socioculturales que tienen origen en tiempo y espacio definidos.

4 Nótese que el encuadre particular del psicoanálisis es aplicable a Occidente en tanto que ha sido condicionado de manera polarizada, fuera de este contexto en muchas otras culturas resultaría una imposición. Por ejemplo, en la cultura Zapoteca de México, la homosexualidad y/o travestismo (Muxe) se construye dentro del espacio masculino con un “hacer” o proceder diferente (enfoque en la acción y no en el ser o la identidad) y goza de una estima social positiva. Sugerimos revisar vídeo en http://www.youtube.com/watch?v=kVeZJPpiRBU y artículo “Género y Homosexualidad entre los zapotecos del Istmo de Tehuantepec. El caso de los Muxes” en http://isisweb.com.ar/muxe.htm.

5 La forma de escritura del nombre no representa un error tipográfico sino un posicionamiento político de la autora.

6 Concepto que hace referencia al ideal extremo del feminismo y que promueve la idea de supremacía femenina.

7 Esta particularidad sólo se debe al limitado corpus de literatura accesible al momento de la redacción de este artículo así como las limitaciones de tiempo del autor.

8 Este ejemplo, aunque en el contexto cubano de los años de 1960, aún se muestra útil a la variable complejidad puertorriqueña.

9 Refiérase a la manera de organizar las relaciones en un grupo humano.

10 El término hace referencia al “buen nacer” como una vía para erradicar todos los llamados males sociales, mismos que serían aquellos patrones que no emulasen la heteronormatividad blanca, imperialista, capitalista y androcentrista.

11 El término hace referencia a la voz popular, y frecuentemente peyorativa, que se emplea en Puerto Rico para nombrar los sujetos homosexuales.

Revista [IN]Genios, Volumen 1, Número 2 (febrero, 2015).
ISSN#: 2324-2747 Universidad de Puerto Rico, Río Piedras
© 2015, Copyright. Todos los derechos están reservados.

La Nueva Mujer y la paranoia masculina en la República de Weimar: Representaciones de la mujer en las películas Metropolis, Alraune y Pandora

Francelly Morales Romero
Departamento de Historia (Historia de Europa), Facultad de Humanidades
Departamento de Sociología y Antropología (Programa de Antropología, Facultad de Ciencias Sociales

Resumen:

El periodo que comprende la República de Weimar (1919-1933) fue un tiempo en el que la mujer logró obtener una visibilidad social significativa. La fuerza laboral se nutría de mujeres que sustituían a los hombres traumatizados por la Primera Guerra Mundial. Las mujeres ocuparon puestos políticos, trabajos de cuello blanco y cuello azul, consiguiendo así habitar unas esferas no tradicionales y alejadas del nicho doméstico. Esto permitió que las mujeres tuvieran una independencia económica, por consiguiente, las mujeres comenzaron a frecuentar clubes y cabarets y participaban de la vida nocturna lo cual no fue de agrado para muchos. Esta “Nueva Mujer” fue el motif en muchas películas del cine de Weimar. Representada en la femme fatale, esta mujer estereotipada convertía a los hombres que las cortejaban en desgraciados. En el siguiente artículo busco analizar la femme fatale en las protagonistas de tres películas de considerable éxito: Metropolis (1927), Alraune (1928) y Pandora’s Box (1929), con el fin de identificar la representación de esta “Nueva Mujer” y los miedos y tensiones masculinas que se crean en torno a ellas.

Palabras claves: “Nueva Mujer”, República de Weimar, filme, Primera Guerra Mundial, femme fatale


Abstract:

The Weimar Republic period (1919-1933) was a time in which women obtained a considerable social visibility. The workforce was being nurtured by these women who were replacing the veterans of World War I. Women occupied political posts, white and blue collar jobs, inhabiting non-traditional spheres outside of the domestic space. In result, they were allowed to have an economic independence and were able to attend clubs and cabarets actively participating in nightlife, something that resulted unpleasant for some. This “New Woman” was the motif in several movies of Weimar cinema. Depicted as thefemme fatale, this stereotyped woman led to disgrace the men that showed interest in her. In the following article, my aim is to analyze thefemme fatale in the female leading roles of three movies of considerable success: Metropolis (1927), Alraune (1928) y Pandora’s Box (1929), and identify the depiction of this “New Woman” and the male tensions and fears that revolve around her.

Keywords: “New Woman”, Weimar Republic, film, World War I, femme fatale

Carteles promocionales de los filmes, Metrópolis (1927), Alraune (1928) y Pandora’s Box (1929)

Introducción

La Primera Guerra Mundial fue un suceso que transformó la visión de mundo de los alemanes. Alemania salió como la gran responsable por lo ocurrido durante el conflicto armado y cargó con los resultados económicos y políticos de la guerra. El Tratado de Versalles singularizó la obligación y responsabilidad alemana, la que tuvo que solventar los costos por la reconstrucción de la infraestructura destruida, así como la indemnización, particularmente a Gran Bretaña y Francia, por los bienes perdidos y sus gastos militares. Este cuadro político no estuvo ajeno a la conmoción al interior de la sociedad alemana, provocando grandes cambios para poder cumplir con las obligaciones contraídas, al mismo tiempo que generaron tensiones políticas y sociales. Entre los grandes cambios ocurridos, se encuentra la abolición de la monarquía y el establecimiento de una estructura política republicana a la que se le conoció como la República de Weimar y, con ésta, una constitución de corte liberal que permitió a sujetos anteriormente restringidos como la mujer tener una igualdad relativa y le concedió el sufragio.

No fueron pocas las consecuencias económicas y sociales del periodo de la posguerra en Alemania. Uno de esos resultados inmediatos al armisticio lo fue la ausencia de hombres en los hogares alemanes. Aún entre quienes regresaron vivos del conflicto, muchos llegan inválidos, o perturbados psicológicamente, quedando inútiles para el trabajo. (Pine, 2001:199) Así, la mujer tuvo que abandonar su nicho tradicional doméstico para integrarse a la fuerza laboral que requiere de sus destrezas para seguir moviendo la economía, a la vez que tuvo que cumplir con llevar lo necesario a su hogar para abastecerse. Este proceso de las mujeres integrarse a la fuerza laboral asalariada, la que en un principio fue la respuesta a la imperante necesidad por mano de obra, fue transformándose en una visión por parte de la mujer más liberadora y novel de la sociedad en la cual vivían. La mujer poco a poco logró un papel activo en la política y en la fuerza laboral, cosas que no eran bien aceptadas por muchos.

La síntesis antes argumentada es descrita por Panikos Panayi (2001) como una discontinuidad, le permitió un cierto progreso a las mujeres, incluso participar de puestos políticos en el parlamento alemán o Reichstag en una forma considerablemente mucho más activa (5). 1 Claudia Koonz se suma a esta observación comparando la participación femenina en el Congreso de los Estados Unidos con lo propio en el Reichstag. Explica la autora que, entre 1911 y 1953, solo 52 mujeres sirvieron en el Congreso de los Estados Unidos mientras que en la República de Weimar, entre 1919 y 1933, el ocho por ciento de la legislatura nacional eran mujeres; ese porcentaje se traducía a 112 mujeres (2001: 664).

La composición demográfica de la fuerza laboral se estaba nutriendo principalmente de mujeres jóvenes (18 a 25 años) quienes además de estar empujando una economía que necesitaba levantarse, estaban disfrutando de la autonomía que el ser independientes económicamente les proporcionaba. No sólo se empleaban en trabajo manual o doméstico, sino que las mujeres de familias burguesas incursionaron en trabajos de “cuello blanco” y posteriormente mujeres de familias trabajadoras con mejores oportunidades y mayor movilidad económica también pudieron escapar del trabajo manual y obtener empleo en oficinas o aulas de clases. (Berghaus, 1988: 194-5)2

Al verse económicamente autosuficientes y solteras, estas mujeres se lanzaron a las calles a disfrutar de lo que la vida nocturna les ofrecía y se les podía ver en esferas típicamente encajonadas en los estereotipos masculinos como, por ejemplo, en los cafés, cabarets y bares. Más alarmante todavía para la generación anterior del periodo de Wilhelm, era verlas solas andando en esos lugares que eran relacionados con un solo tipo de mujer: la prostituta.

Un trabajo artístico de la época es el tríptico de Otto Dix, un pintor que luchó en la Primera Guerra Mundial y que al regresar frecuentaba los vibrantes clubes de jazz. En este tríptico titulado Metropolis se observa a la mujer participando del club, envuelta en ropas ostentosas y pieles, disfrutando del baile (en el centro), mientras que en los lados se muestran unas mujeres que, se sugiere son prostitutas, pasando por el lado de veteranos inválidos:

Otto Dix, Metropolis  (Groβstadt) 1927

Otto Dix, Metropolis  (Groβstadt) 1927

La caracterización de la mujer en el filme alemán de principios del siglo XX

Incluyo este trabajo como preámbulo a las películas que serán analizadas porque resulta interesante cómo el arte estaba ilustrando las mujeres en la noche. Una leída rápida puede dejar ver con facilidad que estas mujeres ataviadas con ropas elegantes y pomposas se elevan tal vez desdeñosamente por encima de los hombres que quedaron mutilados por el conflicto. En vez de ellos estar en un lugar honorable, ellas son indiferentes a ellos y están mejor posicionadas. En la parte central se ve una mujer con postura arrogante como de esfinge que observa, junto con los demás que están en el club, a una pareja bailando. La mujer en esta pareja se ve torpe al bailar, tal vez está ebria, o sólo sea una sutil sugerencia de cuán fuera de lugar resulta una mujer en esos lugares.

Esta pintura resulta útil para entender la visión hacia esta nueva mujer de Weimar. Una mujer descrita por muchos como egoísta, escandalosa y que estaba echando a perder los fundamentos morales de la sociedad alemana. El concepto de la “Nueva Mujer” fue el emblema que caracterizó el fenómeno de emancipación de las mujeres de la República de Weimar.3 Sin embargo, el rechazo hacia esta nueva mujer de Weimar, o, al menos a las mujeres asociadas con este comportamiento, se dejó sentir. (Hales, 2010: 534-5) Los críticos sociales de la época sospechaban que esos comportamientos produjeran nada bueno, en cambio amenazaban el orden y la estabilidad de la nación. El crítico Otto Flake entendía que la emancipación de las mujeres las hacía poco románticas y Hans Otswald, otro crítico social de la época, llegó incluso a decir que las nuevas expresiones de sexualidad, la moda y la presencia de las mujeres en la cultura del teatro estaban sacudiendo las bases del mundo.

Richard McCormick (1993) explica que en el arte y la producción de discurso en la época de Weimar se pueden observar las típicas ansiedades masculinas sobre lo femenino. La creciente visibilidad de las mujeres entre 1918 y 1933 pudo desencadenar las eternas ansiedades de los hombres en cuanto a las mujeres que el psicoanálisis ha considerado y traducido en un discurso misógino. (1993: 641)4 En términos de otras corrientes, también se puede observar cómo se había ideado la noción de que las mujeres eran criminales natas al utilizar la sexualidad para conseguir cosas. Cesare Lombroso, quien era un reconocido autor de tratados en antropometría criminal, argumentaba que las mujeres poseen tendencias criminales y malvadas y que cuando no están neutralizadas por la maternidad o el matrimonio, cosa que otorga piedad, no hay nada que las detenga de completar sus intenciones criminales naturales. (Hales, 1996: 103)


Aspectos metodológicos y descripción fílmica

Es precisamente este discurso esbozado por artistas e intelectuales de la época al que quiero examinar en detalle. Las películas seleccionadas para este estudio se distinguen por la caracterización protagónica de una figura femenina fuerte, no tradicional y a la que no se debe subestimar. Se escogieron Metropolis (Lang, 1927), Alraune (Galeen, 1928) y Pandora’s Box (Pabst, 1929) con el fin de identificar esas características que poseen las protagonistas que las hacen emblemas de lo que era pensado de la “Nueva Mujer” de la República de Weimar. Las películas fueron importantes en la taquilla y, especialmente Metropolis y Pandora’s Box, siguen siendo consideradas como clásicos del cine de Weimar. A continuación un breve resumen del argumento de cada película.

Metropolis es un filme que presenta una sociedad en la que los ricos viven a expensas de los obreros. Los ricos tienen los “jardines eternos” que quedan encima del espacio estilo ghetto donde viven y trabajan los obreros. Ante la explotación de los obreros, es el joven “Freder” quien decide actuar como portavoz junto a “María”, una mujer a quien los obreros respetan y tratan como una santa profeta. El dueño de la fábrica y de la ciudad, “Fredersen”, temiendo una rebelión por parte de los obreros, le pide a su científico que use su ser-máquina con la apariencia de “María” para así sembrar la discordia entre los obreros. La figuración y acciones del ser-máquina resultan en una violenta reacción por parte de los obreros contra las máquinas, destruyendo el ghetto donde vivían. Al final, se dan cuenta que esa no es la verdadera “María” y la queman en la hoguera como si fuera una bruja. Los obreros y los dueños de Metropolis se reconcilian teniendo al joven “Freder” como su mediador.

Alraune nos presenta a una figura joven, una muchacha que es creada por un científico geneticista quien deseaba entender si el comportamiento es dictado por los genes o por el ambiente donde uno se desarrolla, el típico debate nature vs nurture. Con este fin busca una raíz de mandrágora (de hecho, Alraune significa mandrágora). Cuenta la leyenda que la mandrágora crece donde cae el semen de los hombres que han sido colgados y las brujas que hacen el amor a estas plantas paren niños que no poseen sentimientos de amor y son guiados por sus instintos inmorales. El científico utiliza a un prisionero, sentenciado a pena de muerte, e insemina a una prostituta simbolizando el intento de obtener quizás una criatura de la más baja categoría posible. “Alraune” es una jovencita que estudió en un convento pero que es traviesa y no mide sus consecuencias. Se escapa del convento con un joven y se une a un circo (básicamente es la única mujer) en donde coquetea con todos e instiga celos en su pareja y sus otros pretendientes. El científico que se ha presentado siempre ante ella como su padre la busca y se la lleva lejos. Al lugar donde la lleva hay mucha gente adinerada y ellos viven la vida ostentosamente. Un conde se enamora de ella y la pide en matrimonio al “padre”, petición que es negada. “Alraune”, enfurecida, decide vengarse instigando los celos del científico hasta llevarlo a la ruina mientras que ella termina aprendiendo a amar y se casa con el conde.

Por último, en el filme Pandora’s Box, “Lulu”, el personaje principal de la trama, se presenta como una muchacha tranquila e inocente pero es todo lo contrario. Su único amigo es un borracho que la conduce a formar parte en un show de varieté. Mantiene una relación amorosa con el dueño de un periódico de prestigio quien está próximo a casarse con una muchacha de sociedad. “Lulu”, al ser rechazada, forma un berrinche y termina besando al hombre y su prometida la ve. “Lulu” se casa con él (quien decía que casarse con “Lulu” era un suicidio) y, en la noche de bodas, termina matándolo (da la impresión de que él se suicida pero todo apunta a que ella tiene la culpa). “Lulu” es entonces llevada a juicio y finalmente condenada a cinco años de prisión por ser así como Pandora, el conducto de todos los males que sufrió su víctima. Entonces convence al que iba a ser su hijastro (que es contemporáneo con ella) de fugarse con ella y se van a vivir a un club estilo casino. El dueño del casino al ver que ya no tienen dinero decide venderla como prostituta a un egipcio y ella se escapa nuevamente con su amigo el borracho y el hijo de su ex esposo. Terminan en Londres, sumidos en la pobreza y “Lulu” muere a manos de “Jack, el Destripador” como una más de las muchas prostitutas asesinadas por este personaje real del siglo XIX londinense.


Análisis e interpretación

Hay varios elementos que unen a estas tres mujeres y que yo arguyo son representación de las tensiones masculinas con el surgimiento de esta “Nueva Mujer” que se asociaba a la decadencia de la nación alemana. En primer lugar, tanto el ser-máquina de Metropolis, “Alraune” y “Lulu” son típicas femme fatale. Utilizan sus encantos sexuales para conseguir cosas, ya sean materiales o ayuda cuando están en peligro o para satisfacer cualquier capricho. El ser-máquina cambia la perspectiva de la pura y casta “María” a quien sorprendentemente ningún obrero desea sino que la ven como una madre. Al entrar al “Club Yoshiwara” y seducir con sus bailes a los espectadores prepara el terreno para lograr el colapso de Metropolis que era su misión. Se toca los pechos y el cuerpo siempre como mostrando una hipérbole de sexualidad, un deseo que es caricaturesco e insaciable. Por otro lado, “Alraune” coquetea con todos sin ningún cuidado al frente de los hombres con los que se sugiere que ha estado. Utiliza su sexualidad para lograr su fin que era vengarse de su creador, tratando de seducirlo y logrando que él la desee. “Lulu” cada vez que quiere algo toca al hombre con el que está hablando, lo acaricia, lo abraza, intenta besarlo. Lleva al hijo de quien mató a acompañarla lejos como su amante y se hacen prófugos.

La imagen de la femme fatale, según Barbara Hales, aparece en coyunturas históricas de crisis (2010: 534) y la República de Weimar entraba en un periodo político volátil debido a la crítica situación económica y la inestabilidad social que la acompañó. Cada uno de estos filmes representa los altibajos de la inestabilidad social como inmorales insinuando, en una sociedad de valores políticos conservadores como la alemana, que éstos son los causantes de la decadencia que se vivía. Ninguna de estas mujeres, representan y personifican los valores ejemplares de la mujer obligada a la condición de vida de familia. De hecho sólo una de ellas termina casada, “Alraune” y solo porque el conde le enseñó a amar, dándonos a entender que si se quedaba sola iba a seguir causando daño. Aquí nuestra protagonista fue “neutralizada” por la sacrosanta institución del matrimonio.

Otro aspecto importante observado en las protagonistas es la presencia del baile. Como fue discutido antes, la obra de Otto Dix (quien es un pintor perteneciente a la corriente denominada como Nueva Objetividad) presenta las mujeres activamente participando de los bailes. Susan Laikin expone que el clima político, luego de la Primera Guerra Mundial, contribuyó a incrementar el baile social. El nuevo gobierno elegido democráticamente levantó las restricciones de los bailes sociales y la censura de la desnudez en escena. (2005: 22) Surgen figuras como Anita Berber, una artista de “performance” y actriz, conocida especialmente por sus piezas de baile desnuda en los teatros. Ella representaba el cuerpo de descripciones de la “Nueva Mujer”: egoísta, viviendo una vida inmoral y entregada a los vicios y placeres. Esta figura se volvió un ícono y no dudo que haya sido el modelo para al menos la producción de Metropolis. En estas tres películas las mujeres bailan como preámbulo a algo malo que hacen sus contrapartes masculinas. Sobre ese particular, Hales (2010) argumenta lo siguiente:

Like the sexually liberated New Woman, the expressive dancer uses a freedom of motion to convey her freedom of thought. The expressive dancer is hypnotic both in the sense of alluring her masculine audience and casting a spell over them. (537)

El ser máquina baila y coloca en trance a todos los hombres del “Club Yoshiwara” y luego empieza la rebelión en contra de las máquinas que mantenían vivo a todo Metropolis. “Lulu” baila con la condesa “Ana” un baile lento en su noche de bodas (y no con su esposo) y es observada por muchos, especialmente, su marido; luego se observa la escena en la que él se suicida o muere. “Alraune” baila simulando que está ebria, intentando así seducir a su “padre”. Cuando le dice que sabe que no son familia, éste se le insinúa e intenta estar con ella. Aunque no compartían lazos consanguíneos siempre se habían concebido así y es una clara alusión al incesto. El científico al caer en este pecado del incesto simbólico pierde toda su virtud y ética, quedando como un ser despreciable ante el espectador.

Todas estas mujeres son deseadas por muchos pero ellas, sin embargo, no aman o desean a nadie en realidad, excepto “Alraune” al final de la película. Todas ellas llevan a los hombres a la ruina de alguna forma. El ser-máquina lleva a la destrucción de la ciudad y les cuesta la vida a algunos; mientras el ser-máquina baila “Freder” está delirando muy enfermo. “Alraune” lleva al científico a una ruina moral, a la reducción, a dañar su brillante carrera de erudito y caer en lo más bajo que, en este caso, sería el incesto. “Lulu” también lleva a la muerte a su marido que, aunque ya sabía que moriría estando con ella, sucumbió a sus encantos; además, lleva a la absoluta pobreza al hijo pues le hace apostar todo por salvarla a ella y terminan miserables, comiendo pan duro y pasando frío en Londres.

Por último, quisiera apuntar que las tres películas muestran a estas tres mujeres como la perdición del hombre y sugiere que la perdición de Weimar, representada en esos hombres, es creación de su pasado y sociedad. El ser-máquina fue creado por el científico “Rotwang”, es un ser artificial que resulta ser muy dañino. Las intenciones de “Fredersen” quedan siendo las culpables del desastre en la ciudad. A “Alraune” la crearon como un experimento y desafiaron las leyes de la normalidad y lo natural al inseminar artificialmente a una prostituta. Su falta de moral es responsabilidad del desenfreno del científico. “Lulu” fue una muchacha que creció en bares y cafés, lugares donde ningún niño puede estar incluso en estos tiempos. En una escena del juicio de “Lulu”, “Ana” grita a los magistrados, pues entiende que su condena es injusta y “Lulu” es inocente. Les dice que piensen qué pasaría si sus mujeres hubiesen crecido en cafés y clubes, eximiendo a “Lulu” de la culpa.

Es interesante esta observación pues al ser ellas creación de su ambiente, de su espacio y de los hombres, se puede interpretar que es responsabilidad de la sociedad revertir el daño causado. Esto es lo que hacen los nazis cuando entran en el poder. El discurso de la mujer cambia totalmente a uno de restricciones y muy tradicional. La mujer es quien se encarga de darle a la nación más niños arios y así contribuir a la militancia del partido nazi. Si la mujer gozó de ciertas libertades en el periodo de 1919 a 1933, esto volvió a su lugar anterior al Hitler instaurarse en el poder (McCormick 1993: 664-5). Esta “Nueva Mujer” se consolidó en el discurso del “otro” indeseable junto con lo judío y lo comunista.

Las representaciones de la mujer en estas tres películas dejan ver que el aumento del poder femenino provocaba ansiedad en torno a la disminución de lo masculino. Al asociar lo masculino como representativo del régimen de gloria alemán (periodo wilhelmiano y nazi) se observa que la mujer queda en un papel de responsabilidad de la deficiencia del sistema de Weimar. En ese momento, donde la mujer gozó de libertades y autonomía económica, también pasaron acontecimientos en el que Weimar no parecía prosperar. Es la asociación con la emancipación femenina y este fracaso la que se ve en las películas: la mujer insaciable que conduce a los hombres buenos y honorables a su perdición, similar a lo que estaba pasando a nivel político-social en Weimar.


Bibliografía

Berghaus, Gunther. “Feminism, Americanism, and Popular Entertainment in Weimar Germany.” Journal of Design History. 1.3/4 (1988): 193-219.

Hales, Barbara. “Dancer in the Dark: Hypnosis, Trance-Dancing, and Weimar's Fear of the New Woman.” Monatshefte. 102.4 (2010): 534-549.

Hales, Barbara. “Woman as Sexual Criminal: Weimar Constructions of the Criminal Femme Fatale.” Women in German Yearbook. 12 (1996): 101-121.

Koonz, Claudia. “Conflicting Allegiances: Political Ideology and Women Legislators in Weimar Germany”. Signs. 1.3 (1976): 663-683.

Laikin, Susan. ‘Fashionable Dancing: Gender, the Charleston, and German Identity in Otto Dix's "Metropolis"’. German Studies Review. 28.1 (2005): 20-44.

McCormick, Richard. “From ‘Caligari’ to Dietrich: Sexual, Social, and Cinematic Discourses in Weimar Film”. Signs. 18.3 (1993): 640-668.

Panayi, Panikos. “Continuities and Discontinuities in German History, 1919-1945”. En Panikos Panayi (compilador), Weimar and Nazi Germany. Harlow: Longman. 2001. Impreso.

Pine, Lisa. “Women and the Family”. En Panikos Panay (compilador), Weimar and Nazi Germany. Harlow: Longman. 2001. Impreso.

Smith, Jill Suzanne. “Working Girls: White-Collar Workers and Prostitutes in Late Weimar Fiction”. The German Quarterly. 81.4 (2008) 449-470.


Películas :

Alraune (Henrik Galeen, 1928, 100 min. aprox.)

Metropolis (Fritz Lang, 1927, 124 min.)

Pandora’s Box (Die Büchse der Pandora), (Georg Wilhelm Pabst, 1929, 109 min.)


Imágenes :

Otto Dix , Metropolis (Groβstadt) 1927. Descargada: 15 dic. 2013

http://www.wikipaintings.org/en/otto-dix/metropolis#close.

Alraune : Descargada: 12 dic. 2013

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Alraune1928poster.jpg

Metropolis : Descargada: 12 dic. 2013

http://www.answers.com/topic/metropolis-film

Pandora’s Box : Descargada 12 dic. 2013

http://www.imdb.com/title/tt0018737


Notas

1 “In addition, while the Weimar Republic may have remained, in feminist discourse, a traditional patriarchal society, women made more progress in the Germany of the 1920s than in virtually any other contemporaneous state, a process begun by the First World War, 'the father of women's emancipation'. Consequently, 112 women were elected to the Reichstag between 1919 and 1932, and by 1929 there were 2,500 women physicians, 300 lawyers and several dozen judges and professors.”

2 “In the early 1920s, female employees in trade and industry, municipal administration and Government offices frequently came from families who had lost their entire fortunes during the inflation period, forcing the daughter of the house to seek employment. These jeunes filles de bonnes familles were different in their attitudes and aspirations from the petty-bourgeois women who had dominated the small contingent in the white-collar professions at the turn of the century. But during the period of economic stabilization (I924-9) large numbers of upwardly mobile working-class girls managed to escape from manual labour in industry by attending training courses at a commercial college and finding employment in an office or salesroom.”

3 “The term “New Woman” (die neue Frau) found in the Weimar popular media, referred to the independent woman who was assuming a new identity as a result of her participation in the work force. By 1925, nearly 36 percent of the German work force consisted of women, with a significant percentage of these (12.6) employed in white collar positions.”

4 “The misogynistic discourses of the Weimar Republic may well be anchored in what psychoanalysis would consider relatively "timeless" male anxieties about women; such discourses are nonetheless related to a social reality specific to Germany between 1918 and 1933. As Patrice Petro has written: "The growing visibility of women in Weimar in fact goes a long way to explain the defensive reaction toward woman in the discourse of artists and intellectuals.”

Revista [IN]Genios, Volumen 1, Número 2 (febrero, 2015).
ISSN#: 2324-2747 Universidad de Puerto Rico, Río Piedras
© 2015, Copyright. Todos los derechos están reservados.

Solvability of systems of polynomial equations over finite fields

Ramón L. Collazo
Julio J. de la Cruz
Daniel E. Ramírez
Department of Computer Science
College of natural Sciences

(*Para poder ver todas las formulas que se encuentran en este artículo debe utilizar un motor de búsqueda que no sea Google Chrome)

Abstract

An important problem in mathematics is to determine if a system of polynomial equations has or not solutions over a given set. We study systems of polynomial equations over finite fields Fp, p prime, and look for sufficient conditions that guarantee their solvability over the field. Using the covering method of (Castro & Rubio, n.d.) we get conditions on the degrees of the terms that allow us to construct families of systems that have exact p-divisibility of the number of solutions and therefore guarantee the solvability of the system over the finite field.

Keywords: mathematics, polynomial equations, finite fields, solvability

Resumen:

Un problema importante en las matemáticas es el determinar si un sistema de ecuaciones polinomiales tiene o no soluciones sobre un conjunto dado. Estudiamos sistemas de ecuaciones polinomiales sobre campos finitos Fp, donde p es primo, y buscamos condiciones suficientes para garantizar que el sistema tenga solución sobre el campo. Usando el método de la cubierta de (Castro & Rubio, n.d.) obtenemos condiciones en los grados de los términos de modo que podamos construir familias de sistemas que tengan divisibilidad exacta p del número de soluciones, y por consiguiente garantizar que el sistema tenga solución sobre el campo finito.

Palabras Claves: matemáticas, ecuaciones polinomiales, campos finitos, resolución


1 Introduction

      The computation of the p-divisibility of an exponential sum is a mathematical tool used for different purposes. In our research, the p-divisibility is used to determine if a system of polynomial equations

a11(Xb1111Xb11nn)d11++a1r1(Xb1r111Xb1r1nn)d1r1=α1 at1(Xbt111Xbt1nn)dt1++atrt(Xbtrt11Xbtrtnn)dtrt=αt,

where bijk{0,1}, has solutions or not over a finite field.

      The exact p-divisibility of exponential sums was used in (Castro & Rubio, 2010) to determine the solvability of certain systems of polynomial equations. The results in that paper were obtained by solving systems of polynomial congruences. The covering method was used in (Castro & Rubio, n.d.) to prove that if a system of polynomial equations has a certain (p1)-covering the system is solvable. We present sufficient conditions on the degrees of the terms of a system of polynomial equations that guarantee that it produces the type of (p1)-covering in (Castro & Rubio, n.d.) and assure that the system is solvable.

2 Preliminaries

      First, we introduce some concepts that will be used in our work. The handbook (Panario & Mullen, 2013) is a complete reference book for all the background and recent results in finite fields.

Definition 1. A finite field 𝔽q is a field with q=pf elements, where p is a prime.

Example 1.

𝔽7=7={0, 1, 2, 3, 4, 5, 6},
with addition and multiplication mod 7 is a field.

Example 2.

6={0, 1, 2, 3, 4, 5},
with addition and multiplication mod 6 is not a field because 3 does not have a multiplicative inverse.

      In this work we only deal with prime fields, this is, q=p.

Definition 2. A system of polynomial equations over 𝔽p is a set of equations F1=0,...,Fn=0, where Fi are polynomials in n variables X1,,Xn and coefficients in 𝔽p.

We assume that every system of polynomial equations contains all the variables X1,,Xn, and denote the set of all polynomials in X1,,Xn and coefficients in 𝔽p by 𝔽p[X].

2.1 Exponential Sums and Solvability

Definition 3. The exponential sum over 𝔽p associated with the polynomial F(X) is given by

S(F)=xFnpζF(x),
where ζ is a p-th root of unity.

      This number is hard to compute but we are not interested in the exact number, we just look for the greatest power of p that divides the sum.

Definition 4. The exact p-divisibility of a positive integer k, denoted as νp(k), is the exponent of the highest power of p dividing k.

νp(40)=νp(235).
Hence,
ν2(40)=3,ν5(40)=1, and νp(40)=0 for p2,5.

      Note that, if k=0, there is no highest power of p that divides k. This is, the exact p-divisibility of 0 is not defined.

      To determine if a system is solvable, we need to know if the exponential sum of the system of polynomials has exact p-divisibility. The exponential sum is defined for a single polynomial; we construct a new polynomial from the system of polynomials. This new polynomial is obtained by multiplying a new variable to each polynomial in the system and adding the products. The exponential sum of this new polynomial gives the number of common zeros of the system.

Lemma 1 (Ax (1964)). Let F1(X),,Ft(X)𝔽p[X] and N be the number of common zeros of F1,,Ft. Then,

N=ptS(Y1F1(X)++YtFt(X)).

      The exact value of this number N is hard to compute because it depends on the exact value of the exponential sum. But we are interested on whether or not the system has solutions and it is enough to know if N=0 or N0.
      Note that if νp(N)=a, this implies that pa|N and pa+1N, therefore N0, because 0 is divisible by every number that is not 0. This is, if the exponential sum associated with a system of polynomial equations has exact p-divisibility, we guarantee that the system is solvable.
      To determine systems which have exact p-divisibility we use the covering method as it was presented in (Castro & Rubio, n.d.)

2.2 The Covering Method

      We now define the (p1)-covering of a polynomial F, which encodes how many monomials of F (including repetitions) are needed to have each variable “represented” a multiple of p1 times.

Definition 5. Let F(X)=a1F1+a2F2++arFr. A set C={F1v1,,Frvr} of powers of the monomials in F is a (p1)-covering of F if in the product F1v1Frvr the exponent of each variable is a positive multiple of p1. Note that some of the vi might be 0. The size of the (p1)-covering is ri=1vi.

Definition 6. A set C={Fv11,,Fvrr} is a minimal (p1)-covering of F if for any other (p1)-covering C={Fv11,,Fvrr} of F, ri=1viri=1vi.

Example 4. Consider

F(X)=X1X2+X3X4+X1X2X3X4𝔽2[X].
Then C1={(X1X2),(X3X4)} is a 1-covering of F of size 2 and the minimal 1-covering of F is C2={(X1X2X3X4)} and it has size 1.

      If F(X)𝔽5[X], then C1={(X1X2)4,(X3X4)4} is a 4-covering of F of size 8, and C2={(X1X2X3X4)4} is the minimal 4-covering of F of size 4.

      The covering method for computing exact 2-divisibility of exponential sums of binary polynomials was introduced in (Castro, Medina, & Rubio, 2011). In (Castro & Rubio, n.d.) the authors presented the following sufficient conditions to obtain polynomials such that their exponential sum has exact p-divisibility.

Theorem 1 ((Castro & Rubio, n.d.), Theorem 3.7). Suppose that F=a1F1++arFr has a unique minimal (p1)-covering C={Fv11,,Fvrr} where each monomial in C with vi0 has at least two variables that are not contained in the other monomials of C. Then νp(S(F))=ri=1vip1.

3 Conditions for solvability

The results in (Castro & Rubio, n.d.) gave sufficient conditions to guarantee that the exponential sum of the polynomials has exact p-divisibility. However, these conditions are on the type of (p1)-coverings that the polynomials must have and it might be hard to know if these conditions are satisfied by just looking at the polynomials. Also, for the exact p-divisibility of the number of solutions we have to consider the new variables Yi as in Lemma 1. Here we present a result similar to Theorem 1 but with conditions in the degrees of the polynomials. We also present a similar theorem for the computation of the exact p-divisibility of the number of solutions of the system of polynomials.
      To use Theorem 1 we need the polynomial F to have a unique minimal (p1)-covering. We now prove conditions so that polynomials of the form F=a1(Xb111Xb1nn)d1++ar(Xbr11Xbrnn)dr, where bjk{0,1}, have this type of (p1)-covering. Corollary 3.8 in (Castro & Rubio, n.d.) has a similar result but the proof was not provided.

Lemma 2. If the polynomial F=a1(Xb111Xb1nn)d1++ar(Xbr11Xbrnn)dr
=a1F1++arFr𝔽p[X], where bjk{0,1}, is such that each Fj has at least one variable that is not contained in the other monomials of F, then C={F1p1gcd(p1,d1),,Frp1gcd(p1,dr)} is the unique minimal(p1)-covering of F.

Proof. First, in order to prove that C covers all the variables, we have to show that the exponent of each variable in the product F1p1gcd(p1,d1)Frp1gcd(p1,dr) is a positive multiple of (p1). The exponent of Xk has the form β=d1v1b1k++drvrbrk, where vj=p1gcd(p1,dj). Note that bjk=0 when Xk is not in the monomial Fj and bjk=1 when it is. This is,

β=d1p1gcd(p1,d1)b1k++drp1gcd(p1,dr)brk=lcm(p1,d1)b1k++lcm(p1,dr)brk=(p1)l1b1k++(p1)lrbrk, li=(p1)[l1b1k++lrbrk],

where li0, and, since F contains all the variables, there exist at least one k such that bjk=1. Therefore, l1b1k++lrbrk, and the exponent of Xk is a positive multiple of p1. The same reasoning can be used for each of the other variables.
      Now, we want to prove that the covering is minimal and unique. Since each Fi has at least one variable that is not contained in Fj, for all ji, we can take a variable Xk, that only appears in Fi. Then, in the product F1p1gcd(p1,d1)Frp1gcd(p1,dr), Xk has exponent dip1gcd(p1,di)=lcm(p1,di) and therefore the exponent of Xk is the smallest multiple of p1 and di. This implies that the monomial Fi cannot have a smallest exponent in any other (p1)-covering. The same argument works for all the other monomials in F and the (p1)-covering is minimal and unique with this property.

Example 5. Consider the polynomial F=7X41+4X52+3X93𝔽13[X]. A 12-covering of F is

C={(X41)6,(X52)24,(X93)8}={X241,X1202,X723},

and has size 38, but the minimal 12-covering of F is

C={(X41)12gcd(12,4),(X52)12gcd(12,5),(X93)12gcd(12,9)}={(X41)3,(X52)12,(X93)4}={X121,X602,X363},

and has size 18.

      We now present sufficient conditions on the exponents d1,,dr of the terms in the polynomial F that guarantee that the equation F=α is solvable for any α𝔽p.

Theorem 2. Suppose that F=a1(Xb111Xb1nn)d1++ar(Xbr11Xbrnn)dr \ =a1F1++arFr𝔽p[X],
where bjk{0,1}, is such that each monomial Fi has at least two variables that are not contained in the other monomials of F. If gcd(di,p1)=k and k|r, then F(X)=α is solvable for any α𝔽p.

Proof. By Lemma 1, the number of zeros of Fα is N=p1S(Y(Fα)), where S(Y(Fα)) is the exponential sum of Y(Fα). By Lemma 2, C={F1p1gcd(p1,d1),,Frp1gcd(p1,dr)} is the unique minimal (p1)-covering of F. Consider C={(YF1)p1gcd(p1,d1),,(YFr)p1gcd(p1,dr)}. Since gcd(p1,di)=k and k|r, the variable Y in (YF1)p1gcd(p1,d1)(YFr)p1gcd(p1,dr) has exponent ri=1p1gcd(p1,di)=ri=1p1k=r(p1k)=c(p1), where c, because k|r. This implies that Y is (p1)-covered in C. By the same arguments in the proof of Lemma 2, C is the unique minimal (p1)-covering of F.

      Theorem 1 implies that

νp(S(Y(Fα)))=i=1rvi(p1)=i=1r(p1)gcd(p1,di)1(p1)=i=1r1k=r1k=c.

      Now we have that

νp(N)=νp(p1S(Y(Fα)))=νp(p1)+νp(S(Y(Fα)))=1+c,

c. Since νp(S(N))=c1, we have that pcN and therefore N0.

Example 6. Consider the polynomial F=(X1X2)8+(X3X4)10𝔽19[X]. The number of zeros of Fα, αF19 is N=p1S(Y(Fα)). By Lemma 2, the unique minimal 18-covering of Y(Fα) is

C={(Y(X1X2)8)18gcd(18,8),(Y(X3X4)10)18gcd(18,10)}={(Y(X1X2)8)9,(Y(X3X4)10)9}={Y9(X1X2)72,Y9(X3X4)90}.

      Using Theorem 1,

νp(S(Y(Fα)))=i=12vi(p1)=18gcd(18,8)118+18gcd(18,10)118=1.

By Lemma 1, this implies that νp(N)=11=0, where N is the number of solutions of Fα=0. Therefore, the equation F=α is solvable for any αF19.

      We can extend this theorem to systems with several equations. To simplify the notation, we only state the result for 2 equations.

Theorem 3. Consider a system of two polynomials equations over 𝔽p

F1F2=a11(Xb1111Xb11nn)d11++a1r1(Xb1r111Xb1r1nn)d1r1=a21(Xb2111Xb21nn)d21++a2r2(Xb2r211Xb2r2nn)d2r2,

where bjk{0,1}, and F